A Nova Gales do Sul acaba de aprovar uma lei que transforma centenas de milhares de hectares de floresta em uma das maiores reservas do estado — o Great Koala National Park. Após uma campanha de dez anos, mais de 176 mil hectares de florestas estatais foram acrescentados às reservas existentes, e a área total do território protegido ultrapassou 475 mil hectares na Costa Norte Média.
Estima-se que nessas florestas vivam cerca de 12 mil coalas e 36 mil grandes possuns-voadores. O desmatamento das florestas nativas aqui é totalmente interrompido. O premier Chris Minns chamou o parque de um passo que deve reverter a situação: no estado, os coalas já estão ameaçados de extinção na natureza.
O parque não apenas protege os animais das motosserras — ele conecta trechos dispersos em uma rede única. Essa conectividade permite que as populações se desloquem, busquem novos recursos alimentares e se adaptem às mudanças climáticas. Sem isso, os coalas e outras espécies correm o risco de ficar em «ilhotas» isoladas, onde as chances de sobrevivência caem drasticamente.
Na criação do parque também participaram povos originários — os gambaynggir e os dungutti. Na gestão serão envolvidos guardas-parques aborígenes, e parte das terras receberá um status que leva em conta o patrimônio cultural. Ao mesmo tempo, preservam-se as possibilidades de turismo: camping, caiaque, passeios de bicicleta e até algumas atividades de lazer ativo em zonas designadas.
Este projeto mostra que a proteção em larga escala funciona quando combina dados científicos, vontade política e respeito às comunidades locais. Em vez de medidas pontuais — uma paisagem íntegra, onde a natureza e as pessoas podem coexistir em pé de igualdade.
A proteção dessas áreas dá uma chance não só aos coalas, mas também a dezenas de outras espécies ameaçadas, e ao mesmo tempo cria novos empregos no turismo e na gestão do parque.

