O setor privado dos EUA adicionou apenas 38 mil empregos em agosto de 2026. Este é o resultado mais fraco desde janeiro e bem abaixo das expectativas dos analistas.
De acordo com o ADP National Employment Report, publicado em 2 de setembro, o indicador ficou abaixo do consenso de 47 mil. O resultado de julho foi revisado para cima, para 46 mil.
As maiores contribuições vieram da educação e saúde, com mais 45 mil posições. A construção adicionou 12 mil, e lazer e hospitalidade, 16 mil. A atividade financeira acrescentou 6 mil.
Ao mesmo tempo, a indústria de transformação reduziu 17 mil empregos. Serviços profissionais e empresariais perderam 16 mil, e comércio, transporte e utilidades públicas, 5 mil. O setor de informação e recursos naturais com mineração também mostraram queda.
Grandes empresas com mais de 500 funcionários garantiram quase todo o crescimento — 34 mil vagas. Pequenas empresas com menos de 50 trabalhadores adicionaram apenas 3 mil, e as médias ficaram estáveis.
A economista-chefe da ADP, Nela Richardson, observou que "os salários dizem muito sobre a atual instabilidade na contratação". Segundo ela, só é possível entender a dinâmica analisando profundamente onde o crescimento salarial acelera ou desacelera e para quem.
O relatório da ADP tradicionalmente serve como um importante indicador antes das estatísticas oficiais do Departamento do Trabalho dos EUA, que serão divulgadas nos próximos dias. Como esse cenário afetará a avaliação geral do mercado de trabalho?
Os dados da ADP são baseados em informações anonimizadas sobre salários de mais de 26 milhões de funcionários do setor privado, em colaboração com o Stanford Digital Economy Lab. Eles mostram uma desaceleração nas contratações em meio a tendências setoriais mistas.

