Em 30 de agosto de 2026, a NASA planeja lançar o telescópio espacial Nancy Grace Roman do Centro Espacial Kennedy em um foguete SpaceX Falcon Heavy. O lançamento está programado para as 7:26 da manhã, horário do leste.
O veículo seguirá para o ponto de Lagrange L2, a uma distância de 1,5 milhões de quilômetros da Terra. A viagem levará cerca de 100 dias, após os quais começarão as observações científicas.
A missão, que custa 4,3 bilhões de dólares, está planejada para cinco anos. O principal instrumento é uma câmera infravermelha com resolução de 300 megapixels. Adicionalmente, a bordo está um coronógrafo como demonstração tecnológica para observação direta de exoplanetas.
O telescópio ajudará a entender melhor a energia escura e a matéria escura, que compõem cerca de 95% do Universo. Os cientistas também esperam descobrir milhares de exoplanetas.
"Roman está pronto para realizar levantamentos revolucionários que impactarão todas as áreas da astronomia", disse a cientista sênior do projeto, Julie McEnery, em uma coletiva de imprensa em julho.
O projeto tem origem no levantamento de astrofísica de 2010 chamado WFIRST. Posteriormente, a NASA recebeu dois espelhos de 2,4 metros da Agência Nacional de Inteligência Geoespacial. O desenvolvimento enfrentou problemas de custo e a pandemia, mas acabou superando o cronograma: a prontidão formal foi em maio de 2027.
Em 29 de agosto, o telescópio já foi entregue ao Complexo de Lançamento 39A e o foguete foi erguido na posição vertical. Nesse dia, estão programados um briefing científico e uma coletiva de imprensa com a participação de líderes da NASA e da SpaceX.
Como os primeiros dados do Roman afetarão nossas ideias sobre o Universo? Os astrônomos esperam que a missão aponte novas direções de pesquisa, inclusive com o uso do segundo espelho, para o qual ainda não há planos.
Após a conclusão dos levantamentos principais, o telescópio pode operar por mais tempo do que o planejado. A equipe já discute possíveis programas estendidos de observação.
