Cientistas relataram um método promissor para acelerar significativamente a decomposição de um dos tipos mais comuns de plástico.
Nos testes, o polietileno e o polipropileno modificados — materiais dos quais são feitos uma enorme quantidade de embalagens, sacolas e utensílios domésticos — decompuseram-se no solo em mais de 90% em aproximadamente 269–292 dias.
Isso é particularmente impressionante porque o plástico comum desse tipo pode persistir no meio ambiente por décadas.
Como isso funciona
Os pesquisadores adicionaram ao plástico um componente especial que torna o material mais acessível aos processos naturais de biodegradação.
Como resultado, os microrganismos do solo começam a destruir a estrutura do plástico de forma muito mais eficiente e a processá-lo gradualmente.
É precisamente por isso que essa tecnologia é por vezes descrita figurativamente como a transformação do plástico em «alimento» para microrganismos.
E quanto à segurança?
Os cientistas verificaram como o material afeta os organismos vivos.
Nos testes realizados, não foram detectados efeitos nocivos notáveis em minhocas, plantas e alguns organismos aquáticos. Este é um resultado importante, porque a simples destruição do plástico ainda não torna a tecnologia ecológica — é necessário garantir que não se formem substâncias perigosas durante o processo.
Mas o problema do plástico ainda não foi resolvido
Apesar dos resultados impressionantes, a pesquisa deve ser vista por enquanto como um passo muito promissor, e não como uma solução definitiva.
Os resultados devem ser confirmados de forma independente por outros grupos de pesquisa. Além disso, é importante verificar como a tecnologia funciona em diferentes tipos de solo, condições climáticas e na produção em massa.
Também é necessário garantir que o plástico seja realmente biodegradável por completo, e não apenas que se fragmente em uma infinidade de partículas minúsculas.
Por que isso ainda é uma boa notícia
Hoje, o polietileno e o polipropileno estão entre os plásticos mais comuns do planeta. Uma parte significativa dos produtos feitos com eles acaba em aterros sanitários ou no meio ambiente.
Se a tecnologia puder ser confirmada e escalonada, ela poderá se tornar uma ferramenta adicional no combate à poluição por plástico — especialmente para produtos que são difíceis ou economicamente inviáveis de reciclar pelos métodos tradicionais.
O plástico, que antes poderia persistir por décadas, pode potencialmente ser forçado a se decompor em menos de um ano.
Ainda há um longo caminho a percorrer até o uso em massa, mas o resultado em si demonstra: até mesmo uma das formas mais persistentes de resíduos pode não ser tão eterna quanto costumamos pensar.


