Queenstown passa do esqui para o verão: como a capital do esqui da Nova Zelândia abraça a estação quente

Editado por: Svitlana Velhush

Queenstown passa do esqui para o verão: como a capital do esqui da Nova Zelândia abraça a estação quente-1

Os australianos, habituados a escapar do calor do verão nas montanhas frescas, escolhem Queenstown cada vez mais não apenas por causa da neve. A cidade, associada durante décadas aos desportos de inverno, está a reestruturar-se ativamente para o turismo durante todo o ano — e os primeiros resultados já são visíveis.

O fluxo internacional de passageiros através do aeroporto de Queenstown atingiu valores recorde, e os voos trans-tasmanos entre a Nova Zelândia e a costa leste da Austrália ultrapassaram os números anteriores à pandemia em 45 por cento. Estudos da Tourism New Zealand mostram: 67 por cento dos australianos que consideram uma viagem à Nova Zelândia estão dispostos a vir fora da época alta. Entre os períodos preferidos, lidera a primavera (42 por cento), seguida do verão (35 por cento).

A infraestrutura responde a esta procura. Este mês abre a nova ciclovia Kawarau Gorge Trail, que acrescentará atratividade aos meses quentes. A Skyline Queenstown realiza uma ampla remodelação: já funciona o restaurante Stratosfare com miradouro e a pista de 48 metros Vortex, e a conclusão total do projeto está prevista para o início do ano 2029. Aos tradicionais desportos de aventura juntam-se o bem-estar, a gastronomia, as rotas vinícolas, o golfe e os percursos pedestres.

Os voos diretos de Brisbane, lançados pela Air New Zealand e pela Jetstar em junho, complementam a rede durante todo o ano da Qantas e da Virgin Australia. Isto facilita o acesso aos australianos que procuram frescura quando o calor aperta em casa.

O símbolo das mudanças é o hotel Avani Queenstown, inaugurado em setembro nas margens do lago Wakatipu. O antigo Oaks Shores Resort passou por uma remodelação completa: agora é um hotel completo com quartos e apartamentos de um a três quartos, o spa AvaniSpa, ginásio e o restaurante Six to Midnight, que funciona desde o pequeno-almoço até ao jantar tardio. Segundo o diretor-geral da Minor Hotels New Zealand, James Billing, os investimentos tiveram em conta precisamente a evolução de Queenstown para um destino durante todo o ano.

As novas instalações e rotas permitem aos hóspedes permanecer nas montanhas mesmo sem esquis, combinando o turismo ativo com formatos mais tranquilos. Ao mesmo tempo, Queenstown preserva a sua natureza e escala, evitando um salto brusco do turismo de massas.

O sucesso da estratégia dependerá de até que ponto se conseguirá manter o equilíbrio entre o benefício económico e a preservação da atmosfera única da região.

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Fontes

  • Queenstown travel: How the destination is moving beyond the ski season with new attractions and hotels

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