8 de outubro de 2026, a Academia Sueca anunciou a laureada com o Prêmio Nobel de Literatura. Foi a poeta, ensaísta e tradutora canadense Anne Carson.
A justificativa da academia é a seguinte: «pela sua obra corajosa e inventiva, que num diálogo lúdico com a tradição clássica criou novas formas para a literatura contemporânea».
Carson nasceu em 1950 em Toronto. Estudou filologia clássica, lecionou em universidades do Canadá e dos Estados Unidos, traduziu Safo, Eurípides e Sófocles. Os seus textos apagam frequentemente as fronteiras entre poesia, prosa e ensaio.
Entre as obras mais conhecidas estão «Autobiografia do Vermelho» (1998), um romance em verso, e «Eros, o doce-amargo» (1986). Ambos os livros foram traduzidos para o russo.
Carson tornou-se a terceira escritora canadense a receber essa distinção, depois de Saul Bellow e Alice Munro. É a 19.ª mulher entre os 123 laureados com o prêmio de literatura.
A notícia surpreendeu a autora na Islândia, onde tem uma casa. Segundo o secretário permanente da academia, Carson respondeu ao telefonema de forma breve: «Yikes».
No Canadá, a notícia provocou uma alegria especial: o primeiro-ministro Mark Carney chamou-lhe «uma conquista extraordinária» e destacou como Carson revela de novo as histórias antigas aos leitores contemporâneos.
O que torna a sua obra tão especial aos olhos dos acadêmicos? Precisamente a capacidade de transformar fragmentos antigos em textos vivos e experimentais, onde a antiguidade e a contemporaneidade soam numa só voz.
O prêmio é entregue em 10 de dezembro em Estocolmo. O valor da distinção é de 12 milhões de coroas suecas.



