A borboleta Heliconius quase não envelhece na fase adulta — descoberta da Bristol University pode dar pistas sobre os mecanismos do envelhecimento

Editado por: Svitlana Velhush

🚨: These Butterflies Live Nearly a Year by Slowing Down Aging Itself 🦋⏳ A study from the University of Bristol, published in Nature Communications, has revealed that tropical Heliconius butterflies have evolved an extraordinary ability: they age far more slowly than most

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Entre as borboletas, a fase adulta costuma durar apenas algumas semanas — tempo para se alimentar, acasalar e pôr ovos, após o que o organismo entra rapidamente em declínio. No entanto, as espécies do gênero Heliconius das florestas tropicais da América Central e da América do Sul vivem, em média, três vezes mais que seus parentes mais próximos, e alguns indivíduos chegam a 348 dias. Além disso, em algumas delas, como a Heliconius hecale, quase não se observa deterioração fisiológica com a idade.

Um estudo publicado na Nature Communications e conduzido sob a liderança da Universidade de Bristol em conjunto com o Instituto Smithsonian de Pesquisas Tropicais, no Panamá, comparou espécies da tribo Heliconiini. Os cientistas mediram a longevidade, a massa corporal e a força de preensão — um indicador da função muscular. Mesmo quando a Heliconius hecale era privada de pólen, sua principal fonte de nutrientes, ela ainda vivia significativamente mais que a Dryas iulia, que não se alimenta de pólen. A diferença na longevidade máxima entre as espécies chegava a 25 vezes — 348 dias contra 14.

O pólen, sem dúvida, oferece uma vantagem: permite sustentar o organismo por mais tempo que o néctar. Mas os experimentos mostraram que a alimentação não explica tudo. As Heliconius hecale mantinham a massa corporal e a força de preensão ao longo de toda a vida, enquanto as Dryas iulia perdiam um quarto da força já após cinco semanas. A mortalidade basal das espécies longevas revelou-se menor, e a velocidade de envelhecimento, mais lenta. Isso aponta para mudanças evolutivas na própria biologia dos insetos.

O parentesco próximo entre espécies com longevidades tão diferentes faz da Heliconius um modelo conveniente. Em vez de comparar organismos distantes entre si, os pesquisadores podem buscar diferenças genéticas e fisiológicas específicas que retardam o desgaste dos tecidos. O próximo passo é identificar quais mecanismos exatamente permitem a essas borboletas manter a capacidade funcional dos músculos e uma massa corporal estável por tanto tempo.

A descoberta ressalta o quão plástico pode ser o processo de envelhecimento mesmo dentro de um único grupo de insetos. Se for possível compreender quais características biológicas garantem o envelhecimento retardado nas Heliconius, isso dará novas referências para o estudo de como os organismos em geral controlam a velocidade do desgaste e da manutenção das funções.

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Fontes

  • La Universidad de Bristol halla una mariposa que apenas muestra signos de envejecimiento biológico durante su vida adulta

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