Na final do torneio masculino por equipes de tênis de mesa nos Jogos Asiáticos de Aichi-Nagoia de 2026, o Japão venceu a China por 3:2. É a primeira vitória dos japoneses na modalidade desde 1966 — exatamente seis décadas atrás.
A partida transcorreu na atmosfera tensa da arena caseira Sky Hall Toyota. A China, decacampeã consecutiva, liderava por 2:1 após os três primeiros confrontos. No entanto, Tomokazu Harimoto inverteu o rumo: venceu Wen Ruibo por 3:1 e, em seguida, no decisivo quarto jogo, arrasou o número um do mundo, Wang Chuqin, por 3:0. A quinta e decisiva partida ficou com Sora Matsushima, de 19 anos, que derrotou Wen Ruibo por 3:1.
Para Harimoto, que estreou no nível adulto aos 12 anos, essa vitória foi um triunfo pessoal. «Esperei por este momento mais de dez anos», confessou ele após a partida. A equipe do Japão, segunda colocada no ranking mundial, mostrou não apenas técnica, mas também estabilidade psicológica: os jogadores conseguiram virar o jogo a partir de uma desvantagem de uma partida.
A China dominava o tênis de mesa masculino por equipes desde 1994, tendo vencido oito torneios consecutivos. Já os japoneses haviam conquistado o ouro pela última vez em Bangcoc-1966. A vitória de 2026 tornou-se não apenas uma revanche, mas um sinal da gradual mudança de forças no tênis de mesa asiático, onde o Japão investe em jovens talentos e em métodos modernos de preparação.
A analogia aqui é simples: assim como no xadrez, onde um único lance preciso muda toda a partida, também aqui — as duas partidas de Harimoto foram aquele momento decisivo que fez a máquina chinesa falhar. As arquibancadas caseiras acrescentaram a carga emocional que faltava nas derrotas anteriores.
Essa vitória levanta a questão sobre o futuro da modalidade: conseguirá o Japão consolidar o sucesso na Olimpíada de 2028 ou a China retomará sua habitual supremacia? Para o tênis asiático, ela significa o fim da era de liderança incontestável de um único país e o início de uma era mais competitiva.


