A energia solar mundial atingiu um novo marco histórico: a capacidade instalada total das centrais solares ultrapassou 3 terawatts.
Não se trata apenas de um belo número redondo. Ele mostra a rapidez com que a energia solar passou de uma tecnologia promissora a uma das principais fontes de nova eletricidade em todo o mundo.
Até há pouco tempo, as escalas eram completamente diferentes. A humanidade levou cerca de uma década para atingir o primeiro terawatt global de capacidade solar. O segundo surgiu em menos de três anos, e o terceiro em menos de dois. O ritmo de crescimento está a acelerar visivelmente.
Por que 3 terawatts é um marco importante
Três terawatts são 3 000 gigawatts de capacidade solar instalada. Por trás deste número estão milhões de painéis solares em telhados de casas, instalações industriais e enormes centrais solares em diferentes continentes.
É especialmente importante que a energia solar esteja a deixar de ser uma tecnologia exclusiva de apenas alguns países ricos. Está a difundir-se cada vez mais em nações da Ásia, África e outras regiões de crescimento rápido, onde a geração barata e de instalação relativamente rápida é capaz de alterar significativamente o acesso à eletricidade.
Outro indicador da escala das mudanças: no ano de 2020, 42 países tinham capacidades solares superiores a 1 GW, e até ao ano de 2025, o número de tais países já era 74.
O próximo objetivo — 9 terawatts
De acordo com a previsão da BloombergNEF, até ao ano de 2036 a capacidade solar mundial poderá ultrapassar 9 terawatts.
Se a previsão se confirmar, nos próximos dez anos a humanidade instalará aproximadamente o dobro da capacidade solar que foi criada em toda a história anterior do setor.
Isto ilustra bem uma das principais características da energia moderna: os painéis solares não se espalham de forma linear, mas sim a uma velocidade crescente. A produção ganha escala, as tecnologias aperfeiçoam-se, o custo dos equipamentos diminui e a experiência na construção de centrais solares acumula-se em todo o mundo.
Mas os painéis são apenas uma parte da revolução energética
Quanto mais geração solar surge nos sistemas energéticos, mais importantes se tornam outras tecnologias: baterias, modernização das redes elétricas, gestão flexível da procura e transmissão de energia entre regiões.
O sol não brilha vinte e quatro horas por dia, por isso a próxima grande etapa de desenvolvimento é aprender a armazenar e distribuir da forma mais eficiente possível enormes volumes de eletricidade limpa.
É precisamente por isso que o recorde de 3 terawatts pode ser visto não como uma meta final, mas como o início de uma nova fase.
Uma boa notícia que é fácil de ignorar
Mudanças deste tipo raramente parecem dramáticas no noticiário diário. Não existe um dia em que o mundo subitamente «mudou para a energia solar».
Em vez disso, todos os meses são ligadas novas centrais, são instalados novos painéis em telhados, surgem sistemas de armazenamento por bateria e as redes elétricas são expandidas.
Mas se nos afastarmos das manchetes diárias e olharmos para a década como um todo, a mudança torna-se evidente.
O mundo já construiu 3 terawatts de energia solar. E os próximos 6 terawatts poderão surgir mais rapidamente do que os primeiros três.
E esta é, talvez, uma daquelas tendências globais positivas cuja importância só compreenderemos plenamente daqui a alguns anos.



