Em junho de 2026, o Programa de Acidificação Oceânica (OAP) da NOAA dará início a duas grandes expedições de pesquisa. Estas missões percorrerão as costas do Atlântico e do Pacífico dos Estados Unidos para monitorar as alterações na composição química das águas e os seus impactos na vida marinha.
A missão na Costa Leste, denominada ECOA-4, será a primeira a zarpar no início de junho, com uma duração prevista de 50 dias. A embarcação navegará da Flórida até as águas territoriais canadenses. Já a expedição na Costa Oeste, a WCOA 2026, partirá de San Diego e passará um mês explorando a região até o estado de Washington.
Viagens desta magnitude ocorrem aproximadamente a cada quatro anos. Elas fornecem os dados mais precisos sobre a química, biologia e física oceânica, servindo como base fundamental para o monitoramento e a modelagem científica.
"Os dados obtidos nessas jornadas representam o pilar central de todo o sistema de observação da NOAA para a acidificação dos oceanos", destaca o diretor interino do OAP, Dwight Gledhill.
A previsão do fenômeno El Niño confere uma relevância ainda maior a estas missões. O aquecimento das águas pode alterar os habitats das espécies e afetar a pesca, e as expedições ajudarão a compreender como tais mudanças impactarão a acidificação e os ecossistemas.
Atualmente, ambas as costas americanas já enfrentam as consequências da acidificação na pesca e na aquicultura. As informações coletadas permitirão refinar modelos e previsões, incluindo os efeitos combinados da hipóxia e do aquecimento global.
No leste, os pescadores de vieiras do Atlântico estão colaborando com cientistas no desenvolvimento de estratégias de adaptação. No oeste, os dados subsidiam o sistema J-SCOPE e pesquisas essenciais sobre o caranguejo Dungeness, o krill e as ostras.




