12 de setembro, realizou-se em São Francisco, talvez, a terapia em grupo mais sincera do ano: mais de cem pessoas foram até o Oceano Pacífico apenas para gritar bem alto para ele.
O evento se chamava Guttural Scream at the Sea — algo como «Grito gutural em direção ao mar». Foi organizado pela moradora local Danielle Egan, que decidiu que às vezes, em vez de longas conversas, uma pessoa precisa do oceano e da oportunidade de gritar.
Na programação, tudo estava organizado de forma quase profissional: primeiro, um aquecimento das cordas vocais, depois uma competição de gritos, em que avaliaram volume, duração e estilo, depois urros de treino e, por fim, um grande grito coletivo em direção ao Oceano Pacífico.
Os motivos para participar também foram listados com antecedência pelos organizadores: aluguel alto, inteligência artificial, raiva e simplesmente o fato de que «gritar é prazeroso».
A grande estrela foi Olivia Guillemotto. Seu grito alcançou 121,9 decibéis — é mais ou menos o nível de um show de rock muito alto e já é aquele volume perto do qual os ouvidos começam a fazer perguntas.
Pela vitória, Olivia recebeu um prêmio completamente lógico — um pequeno megafone. Provavelmente para que, na próxima vez, as pessoas ao redor com certeza não percam nada.
O segundo lugar ficou com Kiana van Houten: ela aguentou 6,78 segundos e soltou 114,3 decibéis.
Mas o ponto alto não foi o concurso. No final, mais de cem pessoas se viraram ao mesmo tempo para o oceano e gritaram tudo o que estava acumulado de uma só vez.
E depois disso, os participantes foram convidados a se acalmar e comer frutas frescas.
Ou seja, o antistresse perfeito de São Francisco é assim:
aqueceu a voz → gritou para o Oceano Pacífico → comeu uma fruta → foi para casa.
E sabe… em comparação com os métodos modernos de combate ao estresse, este pelo menos é suspeitosamente compreensível. 😄



