No campeonato nacional chinês em piscina curta, em Pequim, os recordes asiáticos caíram um atrás do outro — cinco em poucos dias. Li Bingjie recuperou o recorde asiático nos 1500 m livre feminino, melhorando o resultado da singapurense Gan Ching Hwee em 4,32 segundos e marcando 15:34,09.
Não são apenas números no placar. A seleção chinesa, após dominar nos Jogos Asiáticos, voltou à piscina com um objetivo claro — preparar-se para o campeonato mundial em piscina curta de dezembro, que será realizado justamente em Pequim. Os recordes se tornaram um sinal: a profundidade do elenco e o trabalho sistemático dão resultado mesmo após um período de recuperação.
Zhang Yufei atualizou o recorde asiático nos 100 m borboleta (54,87), Zhang Zhanshuo nos 800 m livre masculino (7:28,61). Xu Jiayu acrescentou ao recorde mundial nos 50 m costas também conquistas asiáticas em outras distâncias. Por trás desses nomes não está apenas o talento individual, mas também a competição acirrada dentro do país, onde até campeões olímpicos como Wang Shun e Pan Zhanle são obrigados a lutar por uma vaga.
Li Bingjie, após a chegada, admitiu que nadou com dor e durante a menstruação, mas seguiu claramente o plano por parciais. Sua autoavaliação — «muito mediana», a meta para dezembro — 15:20 e abaixo. Essa abordagem revela o mecanismo: os nadadores chineses não correm atrás de cada recorde, mas usam as competições nacionais como campo de treino para aprimorar tática e psicologia antes do torneio principal.
Cinco recordes asiáticos em um único campeonato não é coincidência, mas consequência de um banco de reservas profundo e da pressão constante dentro do sistema. Enquanto os demais países asiáticos registram lampejos isolados, a China constrói uma linha de produção de resultados. Em dezembro, no mesmo «Cubo d'Água», ficará claro se essa reserva basta para o domínio mundial.



