Dior Cruise 2027: A estreia de Jonathan Anderson

Autor: Katerina S.

No dia 13 de maio de 2026, o Museu de Arte do Condado de Los Angeles (LACMA) foi o palco do desfile de estreia da coleção cruise de Jonathan Anderson para a Dior.

A escolha de Los Angeles não foi aleatória: a cidade inaugurou recentemente uma nova loja conceito da marca, além de evocar a histórica relação da Maison com Hollywood — Christian Dior vestiu ícones como Marlene Dietrich, Marilyn Monroe e Grace Kelly.

Segundo o estilista, esse rico legado cinematográfico serviu de ponto de partida para a coleção, tendo a papoila da Califórnia como uma das suas principais fontes de inspiração.

O nome do desfile é "Pânico nos Bastidores" (Stage Fright). Trata-se também de uma referência ao cinema. No filme homónimo de Alfred Hitchcock, Marlene Dietrich usou o icónico casaco Bar da coleção de Alta Costura de 1949 da Dior. E foi precisamente esse casaco Bar, com o qual Anderson tanto gosta de experimentar, que se tornou a peça principal da coleção.

Cadillacs vintage, luzes de faróis e uma névoa densa criaram uma atmosfera noir, digna dos grandes clássicos de Hollywood. Os convites assemelhavam-se a guiões de cinema, o teaser do desfile foi inspirado na estética de Hitchcock e as modelos cruzaram a passarela em visuais que remetiam à era de ouro do cinema.

A coleção quase não apresentou calças, focando-se em vestidos, pareôs e saias repletos de detalhes, flores, tramas e texturas variadas: tweed com seda, camurça com denim, além de vestidos de chiffon fluidos com bordados densos e costuras marcadas por pérolas generosas, enquanto os tecidos imitavam penas e franjas delicadas.

Os acessórios ganharam destaque com aquele toque de "excentricidade genial" típico de Anderson, potencializado pela parceria com o chapeleiro irlandês Philip Treacy, responsável pelas peças de cabeça. A coleção incluiu boás felpudos, broches do tamanho de malas de mão, brincos assimétricos com pingentes brilhantes e colares impactantes de contas grandes. Para os homens, Treacy criou tiaras divertidas com letras feitas de penas.

As malas acompanharam o conceito de homenagem ao cinema noir e aos códigos de arquivo da Maison. A Lady Dior surgiu com o padrão "pied-de-poule", as Bow Bags trouxeram a icónica estampa de jornal da era Galliano, e as Saddle Bags exibiram um matelassé que remete aos estofos dos Cadillacs ou aos bancos de vinil de cafés de estrada. A nova mala Dior Cigale fez a sua estreia, enquanto o toque irónico ficou por conta de miniaudières em forma de caracol, joaninha e um ouriço com suportes para broches.

Que outras particularidades da coleção podemos destacar:

Houve muito brilho. Lantejoulas e reflexos estavam em todo o lado: nos óculos de sol, nas malas, nos vestidos e na maquilhagem das modelos.

Motivos florais adornaram os vestidos e até mesmo os sapatos.

A numerologia. Algumas camisas exibiam números que aludem ao fascínio de Anderson por este tema.

Referências ao início do século XX. A coleção incluiu vestidos estilo "flapper" e cinturas extremamente baixas.

Pela primeira vez na história dos desfiles cruise da Dior, foi apresentada uma secção masculina completa: blazers com lantejoulas, camisas estilo pijama com calças de pele e uma série de camisas com debruado contrastante, criadas em colaboração com o artista Ed Ruscha. O desfile foi encerrado por um modelo masculino.

Este desfile marcou mais uma etapa fundamental na carreira de Jonathan Anderson como diretor criativo da Dior, encerrando o seu ciclo de estreias. E foi, sem dúvida, mais um triunfo.

13 Visualizações

Fontes

  • Dior.com официальный сайт

Encontrou um erro ou imprecisão?Vamos considerar seus comentários assim que possível.