Enquanto as praias tradicionais de Espanha e Grécia mantêm uma procura estável, são os pontos menos conhecidos — desde a Riviera Albanesa até Zadar, na Croácia — que apresentam o aumento mais acentuado de passageiros a partir de Manchester este verão. O aeroporto publicou a lista dos dez destinos de verão com crescimento mais rápido, e nela destaca-se a Albânia, que já foi apelidada de "Maldivas da Europa".
Após a conclusão da remodelação em grande escala do Terminal 2, no valor de 1,3 mil milhões de libras, e o início das obras no Terminal 3, o aeroporto espera uma época recorde. Segundo o diretor comercial Stephen Turner, o crescimento explica-se principalmente pela viralidade nas redes sociais: "Por vezes, um destino torna-se viral e as companhias aéreas reagem — adicionam voos ou aumentam a capacidade das aeronaves".
A lista inclui tanto locais já conhecidos como destinos emergentes: La Palma nas Canárias, Jerez de la Frontera e Valência em Espanha, Marselha, Porto, Verona, Zadar na Croácia e Preveza na Grécia. Tirana atrai uma atenção especial — não apenas como uma cidade para uma escapadela, mas como porta de entrada para a costa albanesa, onde as águas azul-turquesa e a areia branca têm sido ativamente promovidas no Instagram nos últimos anos.
Por trás do boom visível existe uma lógica económica clara: o aeroporto e as companhias aéreas reagem rapidamente às tendências para não perderem a procura crescente. No entanto, isto tem um reverso da medalha — o risco de transformar rapidamente locais tranquilos em estâncias sobrelotadas, onde as comunidades locais e a natureza ficam sob pressão.
A Riviera Albanesa, que até há pouco tempo permanecia na sombra, atrai agora aqueles que procuram alternativas às praias gregas e espanholas sobrelotadas. As redes sociais aceleram este processo: uma boa fotografia é capaz de triplicar o número de passageiros numa época, como referem no aeroporto.
Assim, a lista do Aeroporto de Manchester não é apenas uma sugestão para os turistas, mas um indicador de como a era digital está a redesenhar o mapa turístico europeu — abrindo novos horizontes, mas exigindo, simultaneamente, uma abordagem mais consciente das viagens.


