A administração do presidente Trump anunciou a destinação de mais de US$ 5 bilhões para expandir a Missão Genesis — um programa nacional para o uso de inteligência artificial em pesquisas científicas, com o objetivo de duplicar a produtividade científica americana em dez anos.
O anúncio foi feito em 22 de julho de 2026 pelo Conselheiro de Ciência e Tecnologia da Casa Branca e Diretor do Escritório de Política Científica e Tecnológica, Michael Kratsios. A iniciativa abrange mais de 15 agências federais que fornecem subsídios, dados científicos e infraestrutura. Isso inclui os Departamentos de Saúde, Energia e Segurança Nacional, bem como a NASA e a National Science Foundation.
A Missão Genesis foi oficialmente lançada por ordem executiva do Presidente Trump em 24 de novembro de 2025, como uma mobilização nacional comparável em escala ao Projeto Manhattan. Inicialmente, o programa foi desenvolvido no Departamento de Energia, mas rapidamente se expandiu para se tornar uma iniciativa de todo o governo. Sua base é a Plataforma Americana de Ciência e Segurança, que inclui uma infraestrutura em nuvem (American Science Cloud), criada e gerenciada pelo Departamento de Energia em colaboração com 17 laboratórios nacionais.
"As maiores conquistas científicas da América nasceram de mobilizações nacionais e da criação de novas instituições. A Missão Genesis é o próximo capítulo dessa tradição", disse Kratsios, enfatizando a ambição do programa no contexto da competição global com a China em inteligência artificial e tecnologias de ponta.
Na primeira fase, foram selecionados 278 projetos entre mais de 5 mil propostas recebidas — a maior resposta já registrada pelo Departamento de Energia em qualquer concurso de financiamento. Os projetos são liderados por 87 laboratórios nacionais, 168 universidades, 19 empresas e 4 organizações sem fins lucrativos. No total, 342 instituições de todos os 50 estados participam, incluindo 157 empresas do setor privado.
Os projetos selecionados abordam desafios críticos: desde a identificação das causas raízes de doenças crônicas até a criação de laboratórios automatizados, o desenvolvimento de novos materiais e a análise de mais de 150 petabytes de dados espaciais da NASA. Avatares serão desenvolvidos para buscar curas para o câncer pediátrico, acelerar a descoberta de medicamentos, aprimorar a energia nuclear e minerais críticos, promover o design inteligente de chips, impulsionar a energia nuclear comercial e as tecnologias quânticas.
Na fase atual (Fase I), o Departamento de Energia está destinando US$ 250 milhões do orçamento total de US$ 5 bilhões. As equipes bem-sucedidas terão acesso à plataforma da Missão Genesis, que inclui ferramentas de agentes de IA, modelos avançados de IA, software especializado de parceiros industriais e supercomputadores em laboratórios nacionais.
A Missão Genesis se posiciona como um ponto de virada na forma como a pesquisa científica é conduzida — de projetos isolados para um sistema integrado onde dados, poder computacional e ferramentas de IA trabalham em sincronia. Isso cria uma oportunidade sem precedentes para milhares de pesquisadores em todo o país acelerarem o caminho da hipótese à descoberta e aplicação prática. Segundo a administração, o programa será um passo para restaurar a liderança americana em ciência e tecnologia, garantindo a segurança nacional e a independência energética.

