"Mestre" (2025): O triunfo brutal da velha escola que arrepia a pele

Autor: Svitlana Velhush

Master — trailer russo (dublado, 2025)

Já faz um bom tempo que não víamos um filme de ação tão honesto, impactante e genuinamente empolgante nas telonas. O Mestre, também conhecido como A Working Man, não é apenas mais um exemplar do gênero; ele representa um retorno aos padrões de ouro do cinema de ação, onde a narrativa serve impiedosamente ao combate e cada golpe desferido possui um peso físico real.

A direção está a cargo do incansável David Ayer, que já demonstrou sua competência em produções viscerais como Corações de Ferro e Beekeeper: Rede de Vingança. Contudo, o grande trunfo do longa reside no roteiro, escrito pelo próprio Sylvester Stallone, baseado na popular série de livros de Chuck Dixon sobre o ex-agente Levon Cade.

Essa influência é sentida em cada cena. O filme pulsa com o mesmo coração que um dia nos fez torcer por Rocky Balboa: a trajetória de um trabalhador comum, que na verdade é um ex-agente especial atuando como mestre de obras, cujo único desejo é uma vida tranquila ao lado da filha. Quando a filha de seu chefe é sequestrada, Levon é forçado a deixar o passado de lado e recorrer às suas habilidades letais para enfrentar, sozinho, um perigoso sindicato do crime.

O filme se destaca por sua dinâmica absoluta e brutalidade. Ele não tenta ser um suspense intelectual disfarçado; é um filme de ação que se orgulha de sua natureza. As lutas são rápidas e cruéis, as perseguições são intensas e os vilões são memoráveis. Levon opera com uma eficiência assustadora, consolidando o estilo que tornou os filmes de Jason Statham um gênero à parte.

A trama evolui de forma surpreendente, começando como uma história íntima sobre um desaparecimento e culminando em uma imersão profunda no submundo do crime, repleto de regras próprias e personagens excêntricos. O ritmo é frenético, deixando pouco espaço para o tédio.

Entretanto, temos uma crítica importante: o filme possui cerca de 116 minutos de duração e poderia facilmente ser mais curto. Algumas sequências na segunda metade poderiam ter sido cortadas para que a narrativa fluísse com mais agilidade. Se os criadores tivessem removido entre quinze e vinte minutos, nossa avaliação seria ainda mais alta.

Ao final da sessão, fica a sensação de que O Mestre não reinventa o gênero, mas celebra a fórmula clássica do cinema de ação masculino com maestria. Ele evoca o estilo de Stallone, a intensidade de John Wick e Busca Implacável, tudo temperado com a presença marcante de Statham, que se mostra extremamente convincente como um homem que deveria ter sido deixado em paz.

A atmosfera respira o espírito dos clássicos dos anos 90, mas com uma estética moderna e refinada. É uma história sólida e estilizada, onde o protagonista não perde tempo com monólogos pomposos, preferindo resolver tudo com eficiência silenciosa.

Em nossa avaliação, o filme é um sucesso, recebendo a nota 8.9/10. É uma experiência vibrante e emocionante. Já aguardamos ansiosamente pela sequência, intitulada O Mestre 2, prevista para 2026 com o subtítulo Severance Pay, que promete elevar ainda mais o nível da jornada de Levon Cade.

Se você sente falta de heróis que resolvem problemas com ações em vez de palavras, O Mestre é a escolha certa. Prepare o ambiente e prepare-se para uma dose pura de adrenalina.

Imagine Jason Statham com um capacete de obra e jaqueta de trabalho. Em uma mão, ele segura plantas e um café quente; com a outra, derruba um criminoso com calma gélida, sem derramar uma gota. É a definição perfeita de Levon Cade: profissional, preciso e implacável.

A Working Man | Trailer oficial
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Fontes

  • A Working Man | Official Trailer

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