A conferência de biohacking em Austin deste ano reuniu mais de quatro mil pessoas — um número que fala do rápido crescimento do interesse em tecnologias capazes de devolver o controle da saúde às mãos de cada um.
Segundo Dave Asprey, fundador do movimento, o biohacking já ultrapassou os limites do café com manteiga e dos dispositivos vestíveis, transformando-se numa indústria multibilionária que influencia até mesmo a política governamental.
A revista Muscle & Fitness, no artigo «10 Biohacking Trends for 2026», destaca dez áreas que, na opinião dos autores, serão determinantes no próximo ano.
Entre elas estão os péptidos sublinguais sob a forma de tiras solúveis para colocar debaixo da língua, que se dissolvem em 20–25 segundos e podem tornar-se uma alternativa às injeções para aqueles que evitam agulhas.
Jay Campbell, da BioLongevity Labs, observa que este formato é capaz de superar a barreira para 80 % das pessoas que não estão dispostas a levar injeções, embora estas continuem a ser consideradas as mais eficazes.
As tecnologias de infravermelhos estão a penetrar no quotidiano: almofadas, vestuário e leggings com o material Celliant, segundo o fabricante Hologenix, melhoram a circulação sanguínea e reduzem a inflamação.
Seth Casden, diretor da empresa, sublinha que as pessoas procuram formas de melhorar o seu bem-estar de forma mensurável através daquilo que já utilizam todos os dias.
Os exossomas são posicionados como uma alternativa mais acessível às células estaminais: estas vesículas microscópicas, segundo o Dr. Jeffrey Gross da ReCELLebrate, transmitem sinais de recuperação às células, reduzem a inflamação e são capazes de atravessar a barreira hematoencefálica.
A estimulação do nervo vago está a atingir um novo patamar com dispositivos pessoais — desde clipes para as orelhas a dispositivos para o pescoço que, segundo a fonte, ajudam a ativar o modo de «descanso e digestão».
A inteligência artificial está a tornar-se um assistente pessoal na elaboração de planos de alimentação, treino e suplementação, embora Asprey avise sobre a necessidade de verificar os dados e evitar opiniões consensuais.
A deteção precoce de problemas de saúde através de ressonâncias magnéticas de corpo inteiro, análise de sangue por IA e testes funcionais está a tornar-se mais acessível, e a investigação sobre a saúde feminina, incluindo o apoio à perimenopausa e o prolongamento da reserva ovárica, está a receber mais atenção.
As saunas continuam a ganhar popularidade em formatos domésticos e compactos, enquanto os banhos frios são recomendados para uma utilização mais individualizada, especialmente para mulheres e pessoas sob elevado stress.
A terapia de luz vermelha está a expandir-se para casas, clínicas dentárias, salões e até para animais de estimação, e o biohacking está a passar cada vez mais de práticas individuais para comunidades — desde clubes de recuperação a retiros.
Segundo dados da Eventbrite, a frequência de eventos de bem-estar aumentou 146 %.
A fonte sublinha que muitas destas ferramentas já estão disponíveis ou chegarão em breve ao mercado, e sugere aos leitores que acompanhem o desenvolvimento para integrar as novidades úteis na sua vida quotidiana.

