Enquanto o público debatia os primeiros passos para a formação de um conselho científico sobre UAPs, os desdobramentos continuaram a avançar. Avi Loeb divulgou novos detalhes sobre a composição e as missões do "UAP Science Advisory Council". O conselho, estabelecido por orientação da Casa Branca, do Pentágono (AARO), do ODNI, do FBI e de outras agências da comunidade de inteligência, começou a ganhar contornos definitivos.
Loeb ressaltou que todos os dados analisados pelo conselho permanecerão desclassificados. Essa abordagem possibilita a participação aberta de especialistas e o foco total na análise científica. O conselho responderá ao UAP Governing Board — um órgão intergovernamental que coordena os esforços de militares, forças de segurança, inteligência e agências civis. Uma das principais funções do Governing Board é facilitar a coordenação ágil para a desclassificação de informações sobre UAPs, em conformidade com ordens executivas.
A composição do grupo impressiona pela sua natureza multidisciplinar. Aos especialistas já anunciados anteriormente, somou-se o professor Robin Hanson, renomado economista, futurista e estatístico. Entre os participantes estão físicos e especialistas em instrumentação e coleta de dados (Matthew Szydagis, Kevin Knuth), oceanógrafos (Tim Gallaudet), biólogos moleculares e especialistas em materiais (Garry Nolan), antropólogos (Peter Skafish), além de psicólogos e especialistas em IA para análise de dados. Há também a presença de um cético profissional, Michael Shermer. Loeb destacou especificamente a importância de ter um "advogado do diabo" para prevenir o pensamento de grupo e vieses cognitivos.
O foco atual recai sobre materiais recentemente desclassificados. No relatório da AARO de junho de 2026, assinado pelo diretor Jon Kosloski, é descrito um incidente ocorrido em outubro de 2023: agentes de segurança observaram uma esfera alaranjada, agindo como "nave-mãe", que liberava objetos vermelhos menores. Cerca de 40% de casos semelhantes permanecem sem explicação. Loeb descreve a situação como uma "história de detetive" que pode ser resolvida mediante dados inéditos de alta qualidade e sensores mais precisos.
A segurança nacional continua sendo a prioridade máxima. Caso esses objetos representem tecnologias de adversários potenciais, trata-se de uma vulnerabilidade grave. Por outro lado, se forem manifestações de tecnologia não humana, a visão científica do mundo será transformada. O conselho deve auxiliar na distinção entre essas possibilidades por meio de uma análise rigorosa.
A evolução dos fatos demonstra consistência: desde a incumbência de formar a equipe até o anúncio dos integrantes e a clara divisão de funções entre o conselho científico e o órgão gestor interagências. Loeb enfatiza que o sucesso depende da qualidade das informações e da fidelidade ao método científico. Embora seja prematuro avaliar os resultados, o processo avança com foco na transparência possível e em recomendações práticas para a AARO.
Este passo reflete uma demanda crescente por uma abordagem sistêmica, e não especulativa, sobre um tema que até pouco tempo era visto como marginal. Os próximos meses revelarão a eficácia dessa nova estrutura em ampliar a compreensão sobre a natureza dos UAPs.

