❓ PERGUNTA:
Sinto muita pena e compaixão por idosos, pessoas com deficiência e indivíduos em situações de vulnerabilidade. Ao olhar para eles, sinto um aperto no coração. Compreendo que são Criadores e que escolheram esse caminho para si mesmos. Contudo, ainda não consigo reagir com clareza e serenidade diante deles. Tenho certeza de que existe a perspectiva da Fonte, a partir da qual todas essas pessoas e situações são vistas com lucidez e alegria. No entanto, ainda não consigo encontrá-la. Talvez você possa me oferecer algumas orientações para alcançar essa visão.
❗️ RESPOSTA de lee:
A perspectiva da Fonte reside em cada ser humano. No entanto, cada um a interpreta por meio do seu próprio ego. Aquilo que você sente não é o mesmo que a pessoa observada está sentindo. Você sente pena dela, enquanto ela vivencia algo totalmente distinto. Esse sentimento pertence exclusivamente a você. Ele não possui qualquer conexão real com a experiência do outro.
Em outras palavras, você está apenas vivenciando suas próprias convicções, utilizando o outro como pretexto para observar o que existe no seu íntimo.
Portanto, a Fonte em seu Coração está atenta à sua reação, e não propriamente ao objeto da sua observação.
A Fonte conhece a situação que você vê a partir do interior, uma vez que ela própria a gerou e a vivencia. E, sob essa ótica, ela percebe a sua pena como uma "falha de percepção", e não como algo que traga "benefício ao próximo".
Você desconhece as motivações profundas que levaram o outro àquele estado. É possível que alguém desempenhe esse papel exclusivamente para refletir a sua própria pena, sem saber absolutamente nada sobre você. Este é o presente que o outro lhe oferece: atuar como um "espelho".
O seu próximo nível de consciência a conduzirá à empatia genuína, em vez da comiseração. Você terá consciência do que o outro sente, mas sem carregar o peso do sofrimento. Assim, você utilizará o Amor como uma forma de auxílio, permitindo que o próximo sinta esse Amor através da sua presença empática.
Esse processo fará com que a Fonte no outro sinta o seu Amor — onde não há dor, pois, do contrário, não seria Amor — e ela começará a despertar no coração alheio para que ele perceba a Fonte em si mesmo. Dessa forma, você atuará como um diapasão, amplificando o Amor no outro e permitindo que ele se eleve à própria percepção amorosa. Esse será o seu verdadeiro serviço: agir sem qualquer resquício de negatividade, fundamentado em sua própria alegria.




