Num mundo onde os ativos digitais oscilam drasticamente, os investidores procuram cada vez mais posições sólidas para os próximos anos, em vez de lucros rápidos. Em julho de 2026, os analistas destacam cinco criptomoedas cujos fundamentos — da oferta limitada à utilidade real — as tornam candidatas ideais para a custódia de longo prazo.
O Bitcoin continua a ser a pedra angular de qualquer estratégia. O seu limite rígido de 21 milhões de moedas e o crescente interesse institucional, via ETFs e balanços corporativos, consolidam-no como o equivalente digital ao ouro. Segundo dados do mercado, o BTC é o ativo mais recomendado como base de um portfólio, com uma alocação sugerida de cerca de 35%.
O Ethereum, por sua vez, serve de infraestrutura para milhares de aplicações descentralizadas e para o maior ecossistema DeFi. A rede processa milhares de milhões de dólares em stablecoins e impulsiona ativamente a tokenização de ativos do mundo real. A preferência contínua dos programadores confere ao projeto uma vantagem competitiva duradoura, justificando uma fatia recomendada de 25%.
A Solana destaca-se pela velocidade e taxas reduzidas, atraindo projetos de DeFi, NFTs e pagamentos. O volume crescente de transações com stablecoins e o interesse de instituições fazem desta uma plataforma com elevado potencial de crescimento, ocupando cerca de 20% num portfólio equilibrado.
A Chainlink desempenha um papel fundamental: os seus oráculos ligam contratos inteligentes a dados externos, viabilizando todo o setor DeFi. A sua tecnologia de interoperabilidade entre redes já capta atenções na tokenização de ativos, com uma alocação sugerida de 10%.
A Sui encerra a lista como um ativo de maior risco, mas promissor, baseado na linguagem Move. A rede foca-se no alto desempenho para jogos, DeFi e aplicações de consumo; numa fase inicial do ecossistema, poderá oferecer retornos significativos se a adoção acelerar, representando outros 10%.
Esta distribuição de 35/25/20/10/10 equilibra a estabilidade de redes maduras com as oportunidades de plataformas emergentes. Embora nenhuma criptomoeda garanta resultados, a escolha de ativos com fundamentos sólidos e utilidade real ajuda a construir uma carteira capaz de resistir aos ciclos de mercado.

