Em 2 de setembro de 2026, no Museu Britânico, em Londres, o presidente da França, Emmanuel Macron, o rei do Reino Unido, Carlos III, e o primeiro-ministro Andy Burnham, acompanhados de suas esposas, observaram a famosa tapeçaria de Bayeux.
Trata-se da exibição prévia de uma obra do século XI com 70 metros de comprimento, que chegou ao solo britânico pela primeira vez em quase mil anos, graças a um acordo entre os dois países.
A tapeçaria, criada, segundo se acredita, na Inglaterra, narra a conquista normanda de 1066, incluindo a coroação de Haroldo e a batalha de Hastings.
O rei Carlos III observou que é descendente direto de Guilherme, o Conquistador, um dos principais personagens da obra, e chamou a exposição de «melhor símbolo possível da proximidade» entre o Reino Unido e a França.
O presidente Macron destacou que a tapeçaria não é apenas uma tela de linho, mas todo um capítulo da história francesa, britânica e europeia, que uniu as culturas e os destinos dos dois povos.
O primeiro-ministro Burnham chamou a entrega do artefato de «extraordinário gesto pessoal de boa vontade, confiança e amizade» e sublinhou que se trata de um momento marcante na história das duas nações.
A exposição abriu ao grande público em 10 de setembro e vai até julho de 2027; os ingressos já estão esgotados para muitos meses.
O acordo para a transferência temporária da tapeçaria fez parte dos esforços para fortalecer as relações após o Brexit e, em troca, os museus britânicos cederão à França peças de Sutton Hoo.
Que significado tem esse gesto para o futuro do diálogo entre Londres e Paris?
Os líderes manifestaram a esperança de que a exibição conjunta da obra-prima ajude a preservar e desenvolver os laços entre os países.



