Os países do G7 acordaram uma liberação coordenada de 100 milhões de barris de petróleo e derivados de suas reservas estratégicas. A decisão foi tomada após uma videoconferência de emergência dos líderes em 2 de outubro de 2026.
O processo começará imediatamente e durará quatro meses. A ênfase especial será no diesel: volumes significativos estão previstos para serem liberados nos primeiros 20 dias. A coordenação ficará a cargo da Agência Internacional de Energia (IEA).
O acordo foi uma resposta à pressão da administração do presidente dos EUA, Donald Trump. Washington exigia que os países europeus aumentassem o fornecimento de diesel ao mercado, ameaçando, caso contrário, proibir a exportação desse combustível dos EUA.
Em uma declaração conjunta, o G7 confirmou a rejeição de quaisquer restrições à exportação de energia entre os países do grupo. Essa condição foi fundamental para afastar a ameaça americana.
O presidente da França, Emmanuel Macron, que preside o G7, destacou o caráter construtivo das negociações. «O tom da discussão não foi ameaçador», declarou ele aos jornalistas.
O próprio Trump reagiu na rede social Truth Social: «A Europa acaba de concordar em liberar um enorme volume de suas reservas de diesel. O processo começará imediatamente».
O aumento dos preços do diesel nos EUA tornou-se um problema político para os republicanos antes das eleições legislativas de novembro. A liberação das reservas visa aliviar a pressão sobre os consumidores e a economia.
Macron também destacou o acordo para tornar a produção mais flexível, para que as refinarias possam operar em capacidade máxima. Como isso afetará os preços globais no longo prazo, o tempo dirá.



