Um gol muito estranho foi marcado na partida entre o Vancouver Whitecaps e o Los Angeles Galaxy. O protagonista não foi nem mesmo um jogador, mas a bola, que até o último momento resistiu ao seu destino.
Nos minutos finais da partida, Bruno Caicedo foi cobrar o pênalti. O goleiro John McCarthy adivinhou a direção do chute e tocou na bola. Parecia que o arqueiro havia salvado a equipe, mas a bola rolou lentamente para trás e acabou cruzando a linha do gol.
Foi exatamente nesse momento que ele, aparentemente, percebeu o que havia feito.
A bola girou bruscamente e voltou rolando para o campo, sem nunca ter tocado a rede. Foi o gol mais inseguro da temporada: entrou, olhou em volta e saiu logo em seguida — como uma pessoa que abriu por engano a porta do banheiro errado.
O goleiro primeiro pensou que havia defendido o pênalti. A bola fingiu concordar plenamente com ele. Mas os árbitros foram irredutíveis: cruzou a linha — então é gol. O sistema também confirmou que não havia mais caminho de volta.
Esse pênalti incomum estabeleceu o placar final — 3:0 a favor do Vancouver. E, oficialmente, o gol foi atribuído a Caicedo, embora metade do trabalho tenha sido feita pelo goleiro, e a outra metade — pela própria bola, que atravessou um grave conflito interno.
Talvez tenha sido o primeiro gol que não queria ser marcado, não queria permanecer no gol e que, aliás, pediu para não ser mais envolvido em confusões futebolísticas. 😄



