Numa entrevista à People, publicada a 2 de setembro de 2026, Katy Perry descreveu pela primeira vez em detalhe como viveu a separação de Orlando Bloom durante a digressão pela Austrália: «Foi, provavelmente, o período mais difícil. Os amigos reuniam-se em casa, e eu chorava e sentia-me longe».
A separação, confirmada pelos representantes em julho de 2025, após quase dez anos de relação, coincidiu com o lançamento da digressão Lifetimes. Perry sublinha que foi no palco que «aprendeu a regressar ao seu propósito», e a filha Daisy Dove, que tinha então cinco anos, viu a mãe manter-se forte.
Na mesma conversa, a cantora chamou a Justin Trudeau «amor da sua vida», cujo encontro associa à digressão: «Recebi o maior presente desta digressão — encontrei o amor da minha vida». Segundo ela, tinha feito antecipadamente uma lista de dez desejos, e o item «Amor verdadeiro» concretizou-se.
Os comentários surgiram exatamente quando Perry promove o filme-concerto sobre a digressão. Este timing permite transformar a história pessoal em parte da narrativa pública: a rutura não como um fracasso, mas como um passo necessário para o «amor épico e lendário» sobre o qual falou com o terapeuta.
Para Perry, cuja carreira sempre se construiu em imagens de força e transformação, estas palavras funcionam em vários níveis: explicam por que continuou a atuar e, ao mesmo tempo, legitimam o novo casal aos olhos do público. Trudeau, ao contrário dos parceiros anteriores, é descrito como alguém que «conhece as palavras, apoia e inspira admiração».
O mais pessoal nesta confissão não é a separação em si, mas a sensação de que a relação anterior foi um «professor» de quem teve de abdicar para seguir em frente. Perry não esconde as lágrimas e a solidão, mas rapidamente muda o foco para aquilo que veio substituir.
Resta a questão de saber até que ponto esta história da «lista de desejos» e dos «anjos que apareceram» se tornará um novo capítulo do seu mito — ou apenas uma forma conveniente de fechar o anterior.

