O filme “À Beira da Oak Street” (“The End of Oak Street”) chegou aos cinemas há apenas alguns dias — 13-14 de agosto de 2026 — e já estamos ansiosos para partilhar as nossas impressões. E sabem o quê? No geral, gostámos muito! É épico, aventureiro, quase familiar... Em suma, era exatamente o que faltava nas salas de cinema neste verão. “À Beira da Oak Street” estará em exibição até 9 de setembro. O filme está disponível nos formatos IMAX, 4DX e nas salas 2D padrão.
É uma ficção de aventura bastante interessante, com dinossauros e uma família americana comum no centro da ação. Mas o filme também é sobre sobrevivência — os personagens encontram-se numa situação extrema, onde precisam lutar pelas suas vidas contra predadores pré-históricos.
É um filme divertido e cativante que imediatamente evoca associações com “Parque Jurássico”. A mesma tensão, os mesmos dinossauros, mas com um foco nas relações familiares e na sobrevivência em condições modernas. Não reinventa o género de forma radical, mas fá-lo de maneira competente e envolvente.
Por que vale a pena ir ao cinema
Este é um daqueles casos em que o filme foi feito para o grande ecrã. Pode ir ao cinema sem hesitar, e melhor ainda em IMAX — a grandiosidade das cenas com dinossauros, os efeitos especiais e o áudio são plenamente apreciados no ecrã gigante. O formato 4DX também adicionará uma camada extra de imersão às cenas de sobrevivência.
O Final
O final do filme merece uma menção especial — a conclusão é soberba. Não vamos revelar segredos, mas diremos apenas uma coisa: ele irá surpreendê-lo e deixará um agradável sabor a quero mais.
Atores: Hathaway e McGregor — uma família em que se acredita
O principal destaque do filme é, sem dúvida, o seu elenco. Anne Hathaway interpreta Denise Platt, uma escritora em ascensão e mãe de família. A sua personagem percorre um caminho de mulher confusa, a ponderar se deve largar tudo e recomeçar a vida, até se tornar uma verdadeira leoa a proteger os seus filhotes. Não é à toa que o slogan do filme é: “Esta mãe revida”. Hathaway é convincente tanto nas cenas dramáticas quanto nas de ação — este é um dos seus melhores trabalhos dos últimos anos.
Ewan McGregor é Greg Platt, o seu marido no ecrã, um entregador de pizza e pai de família. O ator adiciona calor e uma leve ironia ao filme, e a química entre ele e Hathaway é palpável desde as primeiras cenas.
Os jovens atores também agradam: Macy Stella (a filha Audrey) e Christian Convery (o filho Brian). É um caso raro em que as crianças num filme de catástrofe não irritam, mas sim nos fazem realmente torcer por elas.
Não podemos deixar de mencionar o realizador: David Robert Mitchell, autor do icónico filme de terror “A Corrente do Mal” (It Follows) e do noir “Sob o Lago de Prata”, regressa ao grande ecrã após uma longa pausa — “O Fim da Oak Street” é o seu primeiro longa-metragem em 8 anos. E é um regresso digno de nota: Mitchell cria suspense de forma magistral, brinca com o género e mantém o público em suspense até ao final.
Nossa avaliação: 7.9/10
A pontuação é ligeiramente mais baixa devido a algumas cenas que não são aconselháveis para crianças. São poucas, mas, ainda assim, o filme poderia ser mais familiar — daquelas que se podem mostrar até aos mais pequenos. É uma pena que os criadores tenham incluído esses momentos.
Contudo, no geral, o filme é positivo, dinâmico e envolvente, por isso a avaliação final é muito alta.
“O Fim da Oak Street” é uma ficção de aventura de qualidade que lhe proporcionará duas horas de entretenimento intenso. Se sente falta de filmes no estilo “Parque Jurássico”, com uma boa história familiar e cenas de sobrevivência impressionantes — vá ao cinema sem hesitar, especialmente em IMAX.
Recomendado para: amantes de ficção de aventura, filmes de dinossauros, cinema familiar (tendo em conta as restrições de idade) e todos aqueles que desejam passar uma noite no cinema com um espetáculo cativante.



