Padrões Misteriosos nos Campos: Novo Agroglifo Surge Próximo à Torre de Alfred

Autor: Uliana S

No início de maio de 2026, um novo agroglifo surgiu em um campo de cevada no condado de Somerset, na Inglaterra, próximo à fronteira com Wiltshire e à histórica Torre de Alfred. O fenômeno foi relatado em 8 de maio e, já no dia seguinte, a equipe da Stonehenge Dronescapes divulgou imagens aéreas impressionantes que viralizaram rapidamente na internet.

Com cerca de 75 metros de diâmetro, a formação impressiona pela complexidade e simetria. O centro apresenta um grande núcleo oval, cercado por círculos menores interconectados por linhas curvas e arcos. Tudo isso compõe uma figura estrelada de cinco pontas, com ramificações de aspecto ondulado em cada uma de suas hastes. Vista do alto, a estrutura ganha profundidade, assemelhando-se a um modelo atômico tridimensional ou a um sistema energético complexo, com seu núcleo central, órbitas e fluxos que remetem a campos magnéticos ou a um toro. Diversos observadores destacam a simetria quíntupla, um padrão frequentemente associado na natureza ao crescimento vegetal, à proporção áurea e a formas biológicas.

Paralelo ao ciclo de Vênus

A escolha do local parece ser proposital. Erguida no século XVIII em homenagem ao rei Alfredo, o Grande, a Torre de Alfred simboliza a união e a defesa do território inglês. Segundo a tradição, foi neste exato lugar que o monarca reuniu suas tropas no século IX antes de uma batalha decisiva. Um dos raios da figura parece apontar diretamente para o monumento, conferindo ainda mais simbolismo à obra.

O pesquisador de agroglifos Dr. Horace Drew (Red Collie) relacionou o padrão a ciclos astronômicos, especificamente ao ciclo de oito anos de Vênus visto da Terra. Em sua visão, essas formações podem atuar como calendários ou sinais que remetem a antigas observações celestes, similares às realizadas pelos maias no observatório de El Caracol. Ele mencionou ainda a aproximação de um ciclo específico, estabelecendo possíveis paralelos com figuras históricas e contemporâneas.

Céticos apontam para a probabilidade de autoria humana, notando que a proximidade com trilhas de tratores facilitaria o acesso ao campo. Por outro lado, defensores da autenticidade dos círculos ressaltam a precisão excepcional da execução, a ausência de danos aos caules e características peculiares que seriam difíceis de reproduzir manualmente em uma única noite. Embora não existam laudos científicos oficiais sobre radioatividade ou outras anomalias, entusiastas seguem coletando dados no local.

Esta é a segunda formação de destaque na temporada de 2026. Assim como as formações anteriores, esta também fomenta debates: seria arte, uma farsa, uma mensagem ou a manifestação de forças naturais desconhecidas? Enquanto cientistas e estudiosos analisam a geometria, uma coisa é certa: tais figuras continuam a surgir anualmente nos campos ingleses, desafiando os limites da nossa compreensão do mundo. Seja um sinal cósmico, uma criação coletiva ou algo totalmente distinto, elas invariavelmente capturam o olhar e despertam a imaginação.

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