Agosto de 2026 começou com uma verdadeira tempestade cinematográfica. Mesmo antes da estreia oficial, o novo filme «Mutiny» conseguiu «vazar» para a rede devido a um lamentável erro técnico de um serviço de streaming. Mas esta fuga apenas alimentou a expectativa e, como se veio a verificar, com toda a razão. Os espectadores podem esperar adrenalina pura, da qual é impossível desviar o olhar.
Uma armadilha no meio do oceano
No centro da trama está Cole Reed, interpretado pelo inimitável Jason Statham. O seu herói, um antigo operacional das forças especiais e polícia, que agora trabalha na segurança privada, torna-se testemunha involuntária do assassinato a sangue-frio do seu patrão multimilionário. Imediatamente incriminado e declarado fugitivo, Reed é forçado a fugir para desvendar uma vasta conspiração internacional e limpar o seu nome.
Mas a fuga transforma-se num pesadelo: a ação principal decorre a bordo de um gigantesco navio de carga. O navio torna-se uma fortaleza flutuante e uma armadilha, onde o herói se vê encurralado sozinho contra todo um exército de mercenários bem armados e implacáveis.
Um elenco de luxo
Jason Statham (o mesmo que nos deu lendas como «Transporter - No Limite», «Velocidade Furiosa», «Colateral» e «Crank - Veneno no Sangue») não se limita a representar aqui — ele domina. A sua forma física, a coreografia das lutas e aquele seu sorriso irónico caraterístico no meio de um tiroteio fazem recordar os melhores tempos de Bruce Willis em «Assalto ao Arranha-Céus». Embora na Gaya tenham notado que os críticos comparam Statham a Bruce em todos os filmes. Em breve faremos uma análise do filme «O Mestre», onde recebeu 8.8 pontos da Gaya.
Fiquem atentos!
Annabelle Wallis, conhecida do público por «Peaky Blinders», «Aniquilação» e «X-Men», dá-lhe um excelente apoio. A sua personagem confere à história a intriga, a profundidade e o fulcro emocional necessários, impedindo que o filme se transforme num tiroteio ininterrupto.
A duração de 95 minutos não é um defeito, mas sim a principal virtude da longa-metragem. O realizador francês Jean-François Richet («Ruptura Explosiva», «O Assassino») compreende perfeitamente o género: não há lugar para pausas dramáticas prolongadas ou momentos desnecessários. É um thriller denso, dinâmico e violento, que mantém a tensão do primeiro ao último minuto.
Veredicto dos críticos vs. A nossa visão
Os críticos profissionais receberam o filme com frieza: cerca de 50% de aprovação no Rotten Tomatoes e 52 pontos no Metacritic. Os críticos chamam-lhe um «filme de ação de série B direto», que não inventa a roda nem oferece nada de fundamentalmente novo ao género.
E têm toda a razão. Mas será que vamos ver filmes com Statham à espera de revelações filosóficas ou da desconstrução do género? Vamos pela adrenalina, pelo espetáculo e pelo carisma. E, nesse aspeto, «Mutiny» cumpre o seu papel na perfeição. Sabe o que é e faz o seu trabalho de forma brilhante.
A nossa classificação: uns sólidos 8 em 10.
Este é um filme de ação impecável e à moda antiga, com um carisma incrível do protagonista. Se sente falta de um filme de ação honesto, onde os problemas se resolvem com punhos, astúcia e uma vontade de ferro, e não com supercomputadores, «Mutiny» será a sua escolha ideal.
Apertem os cintos. Esta viagem vai ser dura.



